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A BA-552 é a principal entrada da cidade de Candeias, mas quem mora e trabalha na cidade sofre muito com o trânsito na rodovia sempre pela manhã e no fim da tarde. Com um grande fluxo de caminhões e trabalhadores em direção à Refinaria Landulpho Alves (RLAM), a cidade paga um grande ônus e não tem nenhuma contrapartida financeira ou social da Petrobras. Entretanto, a partir de janeiro do ano que vem, esta situação mudará radicalmente segundo a candidata a prefeita da cidade pelo PR, Tonha Magalhães.
Tonha estabeleceu com a comunidade ao longo dos comícios que já fez nesta campanha que irá construir uma alternativa de tráfego para que os veículos que levam produtos e trabalhadores à RLAM façam um trajeto por fora da cidade, facilitando assim o trânsito em Candeias. A ideia é construir um anel rodoviário por fora da cidade, deixando a BA livre apenas para os moradores e trabalhadores de Candeias, melhorando e muito o trânsito no município.
Segundo Tonha, a responsável pela obra será a Petrobras, que será cobrada pessoalmente pela prefeita em Brasília, em reunião que deverá colocar frente a frente a equipe da administração e a presidente da estatal do petróleo, Maria das Graças Foster. Tonha Magalhães alega que, com o que a empresa faz Candeias arcar diariamente em relação a trânsito, trata-se do mínimo que pode fazer em contrapartida ao município.
“A Petrobras é a verdadeira 'filha ingrata' de Candeias. O primeiro poço perfurado pela empresa na história da Bahia foi aqui. Este poço está ativo até hoje e a cidade não recebe nenhum tipo de repasse por ele. Não é justo. Teremos uma reunião em Brasília logo no começo do mandato e faremos pressão até o fim para que a Petrobras financie a obra”, disse convicta.
Não será a primeira vez que a Petrobras financiará uma obra em Candeias após a atuação de Tonha na estatal. Em seus mandatos anteriores, a então prefeita conseguiu que as duas passarelas que atualmente atravessas a BA-552 fossem construídas, o que salvou milhares de vidas desde o fim dos anos 90 até hoje. Na época, os candeienses atravessavam a rodovia a pé e atropelamentos e outros acidentes graves ocorriam com frequência no local.