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AGU e Petrobras pedem ao TST liminar para impedir greve dos petroleiros

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também indica greve por tempo indeterminado a partir de 30 de maio.

Da Redação ([email protected] )


A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Petrobras apresentaram nesta

terça-feira ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) uma ação com pedido

de liminar para evitar a greve dos petroleiros, prevista para a

quarta-feira.

A ação pede a nulidade da greve e que seja

reconhecido seu caráter “abusivo”, diante da crise de abastecimento que

já recai sobre a sociedade por conta da paralisação dos caminhoneiros.

“A ação tem como objetivo evitar que a paralisação da categoria

prejudique ainda mais a sociedade, que nos últimos dias já enfrenta um

quadro de desabastecimento de combustíveis, alimentos e outros insumos

por causa da interrupção das atividades dos caminhoneiros”, diz nota

divulgada pela AGU.

Advocacia-Geral e a Petrobras argumentam que

os sindicatos de petroleiros apresentam reivindicações de “natureza

político-ideológica” e ressaltam que um acordo coletivo fechado com

funcionários da estatal tem duração até 2019. Também acusam os

sindicatos de não terem cumprido a legislação para a realização da

greve, como a abertura de negociação, comunicação prévia, ou envio de

atas de assembleias que decidiram pela paralisação.

“Nessa linha é

inadmissível admitir que a atuação oportunista de determinado grupo

enseja a ausência de serviços públicos essenciais, em prejuízo de toda a

sociedade”, argumentam na ação.

No pedido protocolado nesta terça

no TST, AGU e a estatal sustentam que eventual ocupação de unidades por

conta da greve acarretaria em risco de acidentes e teria um custo de

349 milhões de reais à Petrobras por dia.

A Federação Única dos

Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados convocaram a categoria para

uma greve nacional de advertência de 72 horas. Eles prometem começar o

movimento grevista a partir do primeiro minuto de quarta-feira, dia 30.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também indica greve por tempo indeterminado a partir de 30 de maio.

Entre

as reivindicações, os sindicalistas colocam a redução dos preços dos

combustíveis e a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente.

O

coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, disse que a greve é contra

o processo de privatização da empresa e garantiu que a categoria tomou

"todas as medidas necessárias para ter a legitimidade que a lei de greve

exige".

Agência O Globo

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