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Brasil tem alta de 65% nos casos de febre amarela, segundo o Ministério da Saúde

O boletim reúne dados de 1º de julho de 2017 a 6 de janeiro de 2018

Da Redação ([email protected] )

Um novo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira aponta 353 casos confirmados de febre amarela, 65,8%

a mais que no balanço da semana passada, quando foram registrados 213

notificações. O número de mortes também subiu de 81 para 98 no total.

São

Paulo aparece com o maior número de casos confirmados (161), seguido

por Minas Gerais (157), Rio de Janeiro (34) e Distrito Federal (1). Na

contagem de mortes, Minas lidera o ranking, com 44 óbitos. São Paulo

registrou 41; o Rio, 12; e o Distrito Federal tem um caso de morte.

O

boletim reúne dados de 1º de julho de 2017 a 6 de janeiro de 2018. No

mesmo período anterior, segundo o Ministério da Saúde, os números eram

maiores: 509 casos confirmados e 159 mortes.

No ano passado, foi

registrado o maior surto de febre amarela desde que o país passou a

registrar as notificações, na década de 1980. Desde então, os informes

da doença passaram a seguir a sazonalidade da doença, que acontece, em

sua maioria, no verão: julho a 30 de junho de cada ano.

O

Ministério da Saúde reafirmou que não há registro confirmado de febre

amarela urbana no país. A pasta disse que é preciso aguardar a apuração

do caso de São Bernardo do Campo (SP) feita pela Secretaria Estadual de

Saúde de São Paulo. "Deve ser observado que o paciente mora na região

urbana, e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes

da conclusão do trabalho é precipitada", diz a nota da pasta.

Segundo

a pasta, todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde

1942 são silvestres, inclusive os atuais. Isso significa que a

transmissão ocorre por mosquitos de ambientes de mata (dos gêneros

Haemagogus e Sabethes) que se infectam a partir do macaco e depois

repassam o vírus a humanos. Já a modalidade urbana de transmissão tem a

presença do Aedes aegypti.

"A probabilidade da transmissão urbana

no Brasil é baixíssima por uma série de fatores: todas as investigações

dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas;

em todos os locais onde ocorreram casos humanos também ocorreram casos

em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de

vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em

mosquitos do gênero Aedes", destacou o informe.

Agência O Globo


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