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Cortejo pelo dia de Iemanjá leva 1.500 pessoas ao Porto Maravilha

Curiosos se aglomeravam ao longo dos armazéns do cais do porto e acompanhavam com atenção o cortejo.

Da Redação ([email protected] )

Aconteceu, no início da tarde desta sexta-feira, o cortejo Presente de Iemanjá, promovido pelo grupo Filhos de Gandhy, em comemoração ao dia da orixá. A concentração começou às 9h, no Cais de Valongo, na Saúde, local de enorme importância para a cultura negra e Patrimônio Mundial da UNESCO. Lá, rodas de capoeira performaram sua dança.

— A única arte marcial brasileira — anunciou ao microfone o diretor cultural do grupo Filhos de Gandhy Marcelo Reis. — Afoxé é o candomblé que vai pra rua. Nossa religião é baseada na ancestralidade e na natureza. Nosso objetivo é diminuir a intolerância que toma conta do Brasil no momento.


Ao meio dia, cerca de 1.500 pessoas, quase todas vestidas de branco e azul, caminharam do Valongo até a Praça Mauá, entoando cânticos africanos e dançando em honra a Iemanjá.

Dona Helena Rodrigues de Moraes, de 67 anos, era uma das mais animadas. Moradora de São Cristóvão, a aposentada vai ao cortejo todo ano:

— Sou filha de Iemanjá e vim celebrar a Rainha das Águas.

Não apenas filhos de Iemanjá foram prestigiar a festa. A estudante de Serviço Social Nathalia Déda, de 21 anos, é filha do orixá Nanã e foi acompanhar a amiga Julia Coelho, de 50 anos. A técnica em telecomunicações é filha de Iemanjá e está completando seis anos do batismo no candomblé.


— É o primeiro ano que venho ao cortejo e estou amando. Esse movimento é perfeito para que a nossa fé seja propagada.

Curiosos se aglomeravam ao longo dos armazéns do cais do porto e acompanhavam com atenção o cortejo.

Ana Cristina Clementino, de 22 anos, é natural de Valença e estava de passeio pelo Porto Maravilha. Encantada pelo espetáculo, a estudante registrou tudo com o celular.

— É muito bonito. Vou postar no meu Facebook.
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Para o presidente do Filhos de Gandhy Carlos Machado, que ocupa o posto há 18 anos, a festa reúne pessoas de todas as religiões:

— Aqui tem gente do candomblé, da umbanda, católico, evangélico — aposta. — Todas as pessoas, quer queiram, quer não, têm um pezinho na África.


A secretária Cláudia Santos, de 40 anos, corrobora a tese de Carlos. Moradora de Ricardo de Albuquerque, ela agradecia as graças alcançadas.

— Sou católica, devota de Nossa Senhora dos Navegantes e filha de Iemanjá. Vim agradecer a tudo que a vida me dá. Sou muito abençoada.

Agência O Globo

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