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Crivella defende que aplicativos como Uber paguem impostos

Crivella afirmou, porém, que ainda vai ouvir os órgãos municipais que participam, de acordo com a assessoria de imprensa do gabinete do prefeito, de uma força-tarefa para analisar o serviço

Da Redação ([email protected] )

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, defendeu que motoristas de aplicativos de transporte, como a Uber, paguem impostos. Segundo Crivella, a regulamentação desses serviços não deve demorar. Ele não deu detalhes sobre exigências que serão feitas aos profissionais, como uma possível limitação de veículos cadastrados nesses aplicativos. Ao fim de quase dois anos de debate no Congresso e de brigas nas ruas entre motoristas de táxi e de aplicativos de transporte privado, a Câmara aprovou na noite desta quarta-feira o projeto de lei que regulamenta o funcionamento dos aplicativos como Uber, 99 e Cabify.

— Foi votado que os municípios deverão regulamentar o serviço. É preciso que a Uber pague taxas, pague impostos. Eles usam as ruas, a infraestrutura da cidade. Tem que contribuir como contribuem os táxis. Já estou com a regulamentação na mesa — disse o prefeito, sem dar prazo para a conclusão do projeto.

Crivella afirmou, porém, que ainda vai ouvir os órgãos municipais que participam, de acordo com a assessoria de imprensa do gabinete do prefeito, de uma força-tarefa para analisar o serviço:

— Não vamos demorar. Vamos cumprir a lei. Só reunir Procuradoria, assessores, pessoal dos transportes, Fazenda, Controladoria, mas não vamos demorar.

Desde que assumiu a prefeitura, Marcelo Crivella já se reuniu com taxistas em diversas ocasiões e foi, também, alvo de protesto da categoria. O município criou, inclusive, um aplicativo destinado aos motoristas de táxi da cidade (Táxi.Rio) em outubro do ano passado após encontros com a categoria. Em janeiro deste ano, quando completou três meses, divulgou um balanço. Foram 213.846 corridasdistribuídas pelos mais de 14 mil taxistas cadastrados na plataforma. Somadas, o faturamento foi de R$ 4,2 milhões. A média de descontos no período foi de 31,5%, o que resultou na economia de R$ 1,95 milhões aos passageiros. No aplicativo, o desconto aplicado nas corridas é definido a partir de uma negociação direta entre passageiros e taxistas, que pode variar entre 10% e 40%.

'INTERVENÇÃO É UM PRESENTE', DIZ CRIVELLA

O prefeito Marcelo Crivella também defendeu a intervenção federal na área da Segurança Pública do Rio, que veio como um "presente", segundo ele, em uma referência ao aniversário de 453 anos da cidade, comemorado nesta quinta-feira:

- Hoje, no nosso aniversário, estamos com uma intervenção. Essa intervenção veio como presente. Rio de Janeiro ajuda muito o Brasil. Aqui o país arrecada R$ 130 bilhões por ano e devolve muito pouco. Nada mais justo que nós ajudem nesse momento em que a segurança do Rio precisa de um reforço.

O prefeito participou, durante 25 minutos, de uma ação da Secretaria municipal de Saúde na sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova. O prefeito tirou fotos com idosos e crianças, cantou e rezou a oração do "pai nosso".

- Não é pai só do evangélico ou do católico. É oração do pai nosso! - brincou o alcaide.

Crivella também defendeu, durante o evento, que o Rio é uma cidade que nasce com vocação de ser síntese do mundo. Segundo o prefeito, o "plano de Deus é que o Brasil fosse uma raça mestiça, uma mistura extraordinária".

- Os franceses tinham uma teoria que a raça pra era a raça Branca, então os soldados que fornicassem com as índias eram punidos até com a morte. Não podiam. Os portugueses vieram, tio e sobrinho Estácio de Sá. Pararam atrás do Pão de Açúcar. Foi na praia do Flamengo que aquela luta se efetivou. Por que os portugueses venceram os franceses? Porque fizeram aliança com os índios. E qual foi o índio que nós ajudou? O Araribóia que nos homenageamos até hoje em frente a Barca de Niterói. A natureza expulsou os franceses porque o plano de Deus é que o Brasil fosse uma raça mestiça, uma mistura extraordinária que somos hoje. Somos branco? Não. Somos negros? Não. Somos vermelhos? Não. Somos brasileiros e cariocas - explicou Crivella.

Agência O Globo 

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