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Distrito Federal convive com racionamento de água há um ano

Até hoje, a cada sete dias, a Caesb interrompe o fornecimento de água por 24 horas em algumas regiões do Distrito Federal

Da Redação ([email protected])

Há um ano, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) interrompeu por um dia o fornecimento de água para cerca de 480 mil moradores de Recanto das Emas, Riacho Fundo II e de parte de Ceilândia, cidades do Distrito Federal. Foi a primeira vez desde a transferência da capital do Rio de Janeiro, em 1960, que a população da região se viu às voltas com uma campanha de racionamento – ainda em vigor e sem data para terminar.

Provocado pela escassez de chuvas, desperdício, crescimento urbano desordenado e falta de investimentos, o rodízio foi sendo implementado em todas as outras regiões do Distrito Federal nos dias seguintes. Seguindo o calendário elaborado pela Caesb, o racionamento começou pelas regiões administrativas abastecidas pelo reservatório do Descoberto, o maior da capital. No dia 27 de fevereiro, a interrupção do serviço foi ampliada para as localidades cuja água provém do reservatório de Santa Maria.

Desde que o rodízio foi instituído, os cerca de 3 milhões de moradores do Distrito Federal tiveram que mudar hábitos, reduzir o consumo e se acostumar com a ameaça de não ter água em casa por ao menos um dia caso o volume acumulado nas caixas d´água residenciais não fosse o suficiente para fazer frente ao período de interrupção.

Até hoje, a cada sete dias, a Caesb interrompe o fornecimento de água por 24 horas em algumas regiões do Distrito Federal. Em tese, o abastecimento deve estar normalizado três dias após o corte semanal, mas, na prática, moradores de algumas localidades ainda reclamam que a estabilização do serviço demora mais a ocorrer.

Novos hábitos


Embora o risco de desabastecimento ainda seja uma ameaça, a decretação da situação crítica de escassez hídrica nos reservatórios, em setembro de 2016, e o consequente racionamento parecem ter surtido efeito. Testemunhos como o da cabeleireira Ana Paula Macedo se tornaram tão comuns entre a população quanto à consulta ao calendário divulgado mensalmente pela companhia de saneamento.

“Além de procurar lavar as roupas de 15 em 15 dias, procuro aproveitar a água da máquina para lavar a área, limpar a casa, lavar o banheiro”, contou a moradora de Taguatinga, acrescentando que ao menos uma vez por mês, no salão de beleza em que trabalha, o consumo de água também é reduzido ao máximo.

Agência Brasil

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