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Dólar tem nova disparada, vai a R$3,90 e BC volta a reforçar atuação

No exterior, o dólar também tinha viés de alta ante divisas de países emergentes, subindo ante os pesos chileno e mexicano.

Da Redação (da redação )


A constante alta do dólar, nesta sessão acima de 3,90 reais, obrigou o

Banco Central a novamente anunciar intervenção extraordinária no

mercado cambial, tentando trazer mais equilíbrio ao mercado afetado pelo

nervosismo dos investidores com as cenas política e fiscal locais.

Às

11:31, o dólar avançava 1,47 por cento, a 3,8949 reais na venda, depois

de bater a máxima de 3,9147 reais, maior nível intradia desde fevereiro

de 2016. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,80 por cento.

"Estamos

vendo um pequeno ataque especulativo ao Brasil via câmbio, mas acredito

que é perfeitamente contornável", afirmou o sócio-gestor da gestora

Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

O mercado doméstico piorou

após a greve dos caminhoneiros elevar as preocupações com a deterioração

do quadro fiscal do Brasil, com a redução do preço do diesel gerando

impacto bilionário sobre as contas do governo.

Além disso,

pesquisas eleitorais têm mostrado dificuldade dos candidatos que o

mercado considera como mais comprometidos com ajustes fiscais de ganhar

tração na corrida presidencial.

Com isso, o BC vem atuando com

mais força nos mercados e, nesta sessão, anunciou e vendeu integralmente

a oferta de até 40 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à

venda futura de dólares.

Mais cedo, o BC já havia vendido

integralmente outro lote de até 15 mil novos swaps, injetando com esses

dois leilões 6,866 bilhões de dólares neste mês no mercado.

O BC

também ofertará até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho. Se

mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o volume

de 8,762 bilhões de dólares.

A turbulência recente levou os

estrategistas a elevaram suas projeções para o dólar, mas a incerteza

sobre as cotações disparou, mostrou pesquisa da Reuters, ilustrando como

o salto da moeda norte-americana colocou em xeque os mantras otimistas

que marcaram os últimos meses.

"O BC tem mesmo que atuar. Se o

dólar bater em 4 reais vai ter um mal-estar muito grande", acredita

Petrassi. "Ele tem artilharia grande. Precisa aumentar o swap. Se

complicar, usar (leilão de) linha. Tem que mostrar pulso firme",

completou, referindo-se aos leilões de venda de dólares no mercado à

vista com compromisso de recompra.

Especialistas consultados pela

Reuters disseram que, caso o dólar permaneça acima do patamar de 4

reais, a atual política monetária do BC teria de ser alterada, com

eventuais altas da Selic.

No exterior, o dólar também tinha viés de alta ante divisas de países emergentes, subindo ante os pesos chileno e mexicano.

Agência O Globo

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