container - hyperbanner

1

Notícias

EUA pedem maiores sanções contra Coreia do Norte após lançamento de míssil

Coreia afirmou que objeto é capaz de transportar grande ogiva nuclear; teste do arsenal gerou reações

Agência O Globo

Os Estados Unidos pediram neste domingo sanções mais fortes contra a Coreia do Norte após o lançamento de um novo míssil, o primeiro teste balístico do regime comunista desde a posse de um novo presidente na Coreia do Sul. Em um relatório, o país asiático afirmou que o experimento provou que o míssil é capaz de transportar uma grande ogiva nuclear.

Segundo o Estado-Maior Conjunto de Seul, o míssil, lançado da estação de Kusong, no Noroeste do país, foi disparado às 5h30m locais (17h30m de Brasília no sábado) e percorreu cerca de 700 quilômetros antes de cair no mar do Japão.

"Que esta última provocação sirva de chamado a todas as nações para implementar sanções muito mais fortes contra a Coreia do Norte", disse a Casa Branca em um comunicado. Ainda de acordo com a nota, o míssil caiu "tão perto do solo russo (...) que o presidente não pode imaginar que a Rússia esteja feliz".

No entanto, o ministério da Defesa russo afirmou mais tarde que o míssil havia caído a 500 quilômetros de sua fronteira e que "não representa nenhum perigo" para o país, segundo um comunicado divulgado pelas agências de notícias russas.

Pouco antes, o Kremlin afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, expressaram sua preocupação "pela escalada de tensões" durante uma reunião em Pequim.

A agência coreana disse em comunicado que o teste foi "destinado a verificar as especificações táticas e tecnológicas do recém-desenvolvido foguete balístico capaz de transportar uma ogiva nuclear pesada de grande porte".

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China pediu moderação e lembrou que "se opõe à violação por parte da Coreia do Norte das resoluções do Conselho de Segurança".

Por sua vez, a União Europeia afirmou que o lançamento norte-coreano representa uma "ameaça para a paz e a segurança internacionais".

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o lançamento deste domingo como "totalmente inaceitável" e de "grave ameaça" para Tóquio. O míssil permaneceu no ar durante meia hora, antes de cair no mar do Japão, situado entre os dois países, informou o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

Após o lançamento, o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-In, que tomou posse no cargo esta semana, convocou uma reunião de emergência com seu gabinete de segurança.

"O presidente (...) expressou seu profundo pesar depois da provocação insensata do Norte, lançada apenas dias depois do início de um novo governo no Sul", disse um porta-voz presidencial.

Trata-se do segundo lançamento de um míssil em cerca de duas semanas e do primeiro desde que Moon Jae-In chegou ao poder.

Em seu discurso de posse, Moon afirmou que, diferentemente de seus antecessores, é favorável ao diálogo com o Norte, e disse estar disposto a visitar Pyongyang se existirem as circunstâncias adequadas. Mas neste domingo o mandatário advertiu que o diálogo só será possível se "o Norte mudar de atitude".


(cópia 1)