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Governo buscará avançar na venda de distribuidoras da Eletrobras com projeto de lei

O leilão em que os acionistas da Eletropaulo poderão decidir pela venda da participação na distribuidora está marcado para 4 de junho.

Da Redação ([email protected])

O governo federal decidiu editar um projeto de lei para promover

mudanças legislativas vistas como necessárias à privatização de

distribuidoras de energia da Eletrobras após uma medida provisória sobre

o tema não ser votada na Câmara e no Senado, disse nesta quarta-feira o

presidente da estatal, Wilson Ferreira.

O movimento, no entanto, vem em meio a dificuldades do presidente

Michel Temer para avançar com pautas no Congresso, que ainda precisará

agora analisar medidas urgentes para encerrar uma greve de caminhoneiros

que já dura 10 dias e gerou desabatecimento de combustíveis e afetou

diversas indústrias.

Mais cedo nesta quarta-feira, a chefe da

assessoria econômica do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira,

admitiu que a turbulência política no país tem atrapalhado a votação de

medidas importantes.

"Isso termina também contaminando esse

assunto da Eletrobras. Por mais esforço que o Executivo faça, ele tem

dificuldade hoje para dar seguimento a essas pautas que seriam

importantes para a recuperação (econômica)", disse ela, ao participar do

Brazil Investment Forum, em São Paulo.

No mesmo evento, o

presidente da Eletrobras disse que o projeto de lei sobre a venda das

distribuidoras está na Casa Civil e deve ser enviado em regime de

urgência ao Congresso para permitir que o leilão das empresas aconteça

ainda em julho, conforme vem sendo previsto pela companhia.

"Se

de fato ele for votado de forma expedita, como tem sido dito, não deve

haver nenhum impacto (no cronograma)", disse Ferreira a jornalistas.

A

venda das distribuidoras é vista como vital para atrair investidores

para a privatização da Eletrobras como um todo, que o governo tem falado

em promover ainda neste ano, uma vez que essas empresas são fortemente

deficitárias. O negócio também tem sido discutido com o Tribunal de

Contas da União (TCU), que deve analisar ainda nesta quarta-feira o

processo das distribuidoras.

Ferreira admitiu que as discussões

sobre a desestatização acabaram "atropeladas" pela crise envolvendo os

combustíveis, mas garantiu que o negócio ainda é viável no prazo

pretendido. Ele afirmou também ver grande interesse de investidores por

fatias em ativos de geração eólica e linhas de transmissão que a

Eletrobras colocará à venda em um leilão público previsto para breve,

mas ainda sem data definida. O Conselho de Administração da estatal

aprovou um preço mínimo de 2,8 bilhões de reais para esses ativos.

O

presidente da Eletrobras disse avaliar que empresas do setor de energia

terão apetite pelos ativos em que a estatal detém o controle, enquanto

fundos de investimento devem analisar aqueles em que a companhia tem

participação minoritária.

ELETROPAULO

A Eletrobras

também vai aproveitar ofertas públicas pela aquisição até da totalidade

da Eletropaulo apresentadas pela italiana Enel e pela Neoenergia, do

grupo espanhol Iberdrola, para vender uma pequena participação acionária

que detém na distribuidora de energia paulista.

Ferreira disse

que os papéis são da Eletropar, uma controlada da Eletrobras que

administra participações em empresas, e devem possibililitar à companhia

uma arrecadação de entre 70 milhões e 80 milhões de reais. "Vamos

aproveitar essa oportunidade", afirmou ele.

O executivo destacou

ainda que há pouco tempo atrás as ações da Eletropaulo eram negociadas

por 12 reais, contra mais de 33 reais após a intensificação da disputa

entre Enel e Iberdrola pelo controle da elétrica.

O leilão em que

os acionistas da Eletropaulo poderão decidir pela venda da participação

na distribuidora está marcado para 4 de junho.

Agência O Globo

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