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Governo pretende conceder aeroporto de Santos Dumont até meados de 2018, avalia mais 2 blo

Além de pagar a outorga, o vencedor do leilão do Santos Dumont terá um compromisso de investir 2,2 bilhões de reais

Da Redação ([email protected])

O governo federal vai tentar aprovar concessão do aeroporto Santos

Dumont na próxima reunião do Programa de Parceria de Investimentos

(PPI), com foco em lançar o edital do certame no começo de 2018 e

realizar o leilão em meados do ano que vem, disse à Reuters uma fonte

próxima as discussões.

A concessão do Santos Dumont e de um bloco de terminais deficitários da estatal Infraero será de 30 anos, afirmou a fonte.

A

área técnica do governo já desenhou a proposta para a concessão do

Santos Dumont e do bloco de aeroportos que serão leiloados com ele, mas a

autorização tem de ser dada pelo conselho do PPI. "O que se quer fazer

tecnicamente está desenhado, mas tem que ser aprovado pelo PPI na

reunião do dia 23", disse a fonte à Reuters. "Se for feito como proposto

o edital sai no começo de 2018 e o leilão cem dias depois. No limite,

em junho de 2018", adicionou a fonte.

O grupo que arrematar o

Santos Dumont terá que carregar outros terminais e pagar uma outorga de

ao menos 1,7 bilhão de reais. A área técnica sugeriu que a concessão do

Santos Dumont tivesse outros sete terminais deficitários, mas as

discussões podem reduzir esse número para cinco aeroportos: Macaé (RJ),

Jacarepaguá (RJ), Pampulha (MG), Carlos Prates (MG) e Vitória (ES).

"Uberaba e Uberlândia podem ficar de fora para dar mais competitividade

ao certame", disse a fonte.

Além de pagar a outorga, o vencedor do

leilão do Santos Dumont terá um compromisso de investir 2,2 bilhões de

reais, afirmou a fonte.

O governo também tem planos de leilão de

outros dois blocos de aeroportos. "A idéia é fazer tudo no mesmo leilão e

achamos que tem demanda para isso e que um não atrapalha o outro",

avaliou a fonte.

Um dos blocos teria como carro-chefe o aeroporto

de Recife e incluiria ainda João Pessoa (PB), Maceió, São Luís,

Teresina, Juazeiro do Norte (CE) e Petrolina (PE). A sugestão feita pela

área técnica é que a outorga desse bloco poderia custar 2,2 bilhões de

reais.

O terceiro bloco contaria com Cuiabá, Sinop (MT),

Rondonópolis (MT), Alta Floresta (MT) e Barra das Garças (MT) e o valor

da outorga seria mais baixo e estimado em cerca de 200 milhões de reais,

disse a fonte.

Nesses dois blocos também haverá um compromisso de

investimento ao longo da concessão que poderia atingir cerca de 5

bilhões de reais, afirmou a fonte.

(Por Agência O Globo)

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