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Mauro YBarros lança coletânea de poemas no livro “Algum Blues Aqui Dentro”

Nesta 5a feira, 07/12, a partir das 19h, durante a noite de Blues no Jazz na Avenida - Boca do Rio

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O designer e poeta Mauro YBarros lança o seu 1o livro, “Algum Blues Aqui Dentro”, coletânea de poemas que falam sobre amores, solidões, músicas, encontros e separações, de uma forma bem-humorada e melancólica, com versos que trazem grande influência do curitibano Paulo Leminski. Nesta 5a feira, 07/12, a partir das 19h, durante a noite de Blues no Jazz na Avenida, (Av. Simon Bolivar, ao lado do Boi Preto, Boca do Rio). Entrada Franca

Mauro YBarros tem 46 anos e é designer gráfico de ofício, mas desde que aprendeu a entender o silêncio que havia nos espaços entre as palavras, ele percebeu que a poesia estava em quase tudo que existia à sua volta.

E escrever tornou-se o único meio de deixar sair toda a enorme quantidade de sentimentos, sensações e excessos que insistem em existir dentro dele. Escreveu cartas, diarios, bilhetinhos, pedidos de casamento e listas das 10 melhores músicas. Escreveu sobre o que via, o que ouvia e, principalmente, escreveu pra tentar entender o que eram aquelas coisas que ele sentia e não conseguia descrever usando apenas o corretor automático que a vida colocou dentro da gente.

Plantou em vários jardins, tem um filho chamado Lorenzo e fez capas de discos pra muita gente nesse mundo: começando em 1992 com Edson Gomes (ainda nos tempos do vinil), passando por brincando de deus, The Honkers, Julio Caldas e Roque Ferreira, dentre muitos outros. Fez também o projeto gráfico de livros como os “130 Anos do Carnaval da Bahia” e “Festas Populares - Fé e Folia”, do jornalista Nelson Cadena, além da edição comemorativa dos “10 Anos do Festival da Educadora FM”, para o IRDEB, entre outros tantos.

E agora, seguindo o sábio conselho de TomZé, resolveu fazer a parte que lhe cabe em fazer arte: produzir, colocar dentro de uma garrafa, tampar e jogar no mar. Se a arte tem que ir onde o povo está, o melhor delivery que poderia haver era esse imenso oceano que banha a (agora) sua Amaralina.

São despedidas, saudades, sofreguidões e sedes sem ter fim, em noites que não passavam, em insônias que duraram praticamente toda a sua vida. São amores, desamores, curiosidades e conclusões, em (m)águas passadas que insistem em correr pro mar, virar nuvem e voltarem, pra chover de novo em sua cabeça.

Quase tudo é blues nesse poeta feito de barro, água e sal. Mas há também um sentimento terno de que tudo que ele lembra, ele tem. E se volta pra virar poesia, que seja feita a vontade da musa: “vida / minha vida / olha o que é que (ele) fez”


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