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'Não tenho como não pensar que não mandaram matar meu pai', desabafa filho de Teori

Francisco pediu o impeachment do presidente Michel Temer

Agência O Globo

Francisco Zavascki, filho do ministro Teori morto em janeiro, publicou um desabafo em seu perfil no Facebook, na noite de quarta-feira, depois que foram divulgadas as delações do dono da JBS Joesley Batista. Em sua postagem, Francisco pediu o impeachment do presidente Michel Temer e escreveu que "não consegue pensar que não mandaram matar seu pai". A publicação foi feita logo após a divulgação das delações e apagada em seguida, mas foi copiada por internautas.

Francisco escreveu ainda que as investigações da lava-jato chegaram muito próximas aos líderes do PMDB e que seu pai sabia o quanto "cada um estava afundado em um mar de corrupção". O filho do ministro levantou mais uma vez dúvidas sobre a morte de seu pai ao se perguntar do que os membros do partido seriam capazes.

"Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo? O pai sabia de tudo isso. (...) Não é por acaso que o pai estava tão aflito com o ano de 2017", escreveu.

Segundo as informações reveladas pelo colunista Lauro Jardim do jornal O GLOBO, o presidente Michel Temer foi gravado pelo dono da JBS Joesley Batista, dando aval para o pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha em troca do silêncio dele. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley.

Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

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