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Pais de alunos especiais e educadores protestam contra prefeito Marcelo Crivella

Para Ana Kelly, mãe de uma criança com deficiência da rede, o governo está "tapando buraco"

Da Redação ([email protected] )

                                                                                                                                                        Parentes de alunos com deficiência da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro e Agentes de Apoio à Educação Especial (AAEE) fizeram, nesta quarta-feira (17), uma manifestação, na porta da Prefeitura, para cobrar a convocação dos AAEEs. O prefeito Marcelo Crivella prometeu, ainda em campanha, que convocaria os 2000 agentes aprovados em um concurso realizado em 2014. Após ser eleito, Crivella afirmou que chamaria 900 deles ainda no primeiro semestre de 2017, porém, de acordo com o site da própria Prefeitura, a rede conta com apenas 193 agentes, a maioria convocada ainda durante a gestão de Eduardo Paes. Esses profissionais precisam atender a 14 mil crianças especiais matriculadas.

— São muitas crianças para pouquíssimos agentes. É um total cerceamento do direito a educação — afirmou a presidente da Comissão da Pessoa Com Deficiência da Câmara de Vereadores do Rio, Luciana Novaes, presente na manifestação. — Tenho recebido várias denúncias no meu gabinete, de mães que precisam ir para as escolas pra trocar a fralda, pra ficar com a criança.

Para Ana Kelly, mãe de uma criança com deficiência da rede, o governo está "tapando buraco":

— Eles contratam estagiários ao invés de convocar os agentes. Além dos estagiários não criarem vínculo com as crianças, porque são contratos muito curtos, eles estão ali para aprender, não podem ser responsáveis por nossos filhos, nem pelo aprendizado deles — opina.

Maria de Lourdes Martins é uma das agentes que aguardam convocação:

— Nós estamos sem trabalhar e as crianças sendo prejudicadas — disse. — A campanha do nosso prefeito era 'cuidar das pessoas'. Cuidar das pessoas dessa forma? Educação especial não pode ficar só na lei. As crianças e seus familiares têm que ser respeitados.                                                                                                                                                         

Agência O Globo                                                                                                                                        

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