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PF cumpre 24 mandados de prisão em investigação de desvio de recursos no sistema prisional

As investigações também apontaram que o patrimônio de César Rubens de Carvalho aumentou ao menos dez vezes enquanto ele esteve à frente da secretaria, de acordo com o Ministério Público.

Da Redação ([email protected])

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira um ex-secretário de

Administração Penitenciária do Rio de Janeiro e um delegado da Polícia

Civil diretor do Departamento de Polícia Especializada como parte de

operação com o objetivo de investigar desvios de cerca de 44,7 milhões

de reais no sistema prisional do Estado.

A operação, nova fase da

Lava Jato no RJ, é mais uma ação da PF contra o amplo esquema de

corrupção liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral na administração do

Estado. Cabral, que está preso desde o fim de 2016, já foi condenado em

diferentes ações por ter liderado o desvio de recursos públicos em

diversas áreas de seu governo.

Na ação desta terça-feira, foram

expedidos 24 mandados de prisão dentro da Operação Pão Nosso, que apura o

desvio de recursos públicos e pagamento de vantagens indevidas em razão

de contratos firmados por empresas do ramo alimentício com a Secretaria

de Estado de Administração Penitenciária.

Foram

presos o ex-secretário estadual Administração Penitenciária César

Rubens Monteiro de Carvalho e o delegado Marcelo Martins, atual diretor

de Polícia Especializada da Polícia Civil. Não foi possível contactar

representantes de Carvalho e de Martins de imediato.

"De acordo

com as investigações, funcionários públicos da Secretaria de

Administração Penitenciária associaram-se aos gestores da Iniciativa

Primus --uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público

(OSCIP)-- e a outros agentes da iniciativa privada para a prática de

atos fraudulentos e lesivos, que resultaram em um prejuízo de

aproximadamente 44,7 milhões de reais aos cofres do Estado do Rio de

Janeiro", disse em comunicado o Ministério Público do Rio de Janeiro,

que participa da investigação ao lado da PF e do Ministério Público

Federal.

As investigações também apontaram que o patrimônio de

César Rubens de Carvalho aumentou ao menos dez vezes enquanto ele esteve

à frente da secretaria, de acordo com o Ministério Público.

Agência O Globo


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