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Polícia Federal prende o CEO de multinacional por "clube do pregão"

Daurio Speranzini Jr é o principal executivo da GE na América Latina, mas empresa não é investigada.

Entre os 22 mandados de prisão decretados pela força-tarefa da Lava-Jato contra um esquema de cartelização no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), sete foram cumpridos em São Paulo e entre eles o que mais chama atenção é o de Daurio Speranzini Jr, ex-executivo da Philips e atual CEO da General Electric (GE) na América Latina. A investigação mira a gestão de Daurio na Philips. A GE não é investigada.

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal foi às ruas em quatro estados e no Distrito Federal em nova fase da operação Fatura Exposta, que em abril do ano passado prendeu o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes e empresários do setor da saúde. Hoje o principal alvo da operação Ressonância foi Miguel Iskin, considerado um dos maiores fornecedores de equipamentos médico-hospitalares do país.

A operação mira agora empresas envolvidas no esquema de cartelização e desvio de dinheiro no fornecimento de próteses e equipamentos médicos por meio de fraudes em licitações no chamado "clube do pregão internacional" liderado por Iskin. Foi identificado um cartel de fornecedores que atuou entre os anos de 1996 e 2017 no Into.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o esquema de corrupção nos contratos de compra de equipamentos do Into movimentou R$ 1,5 bilhão em 12 anos.

Procurada, a Philips afirmou que ainda não teve acesso ao processo, mas que está cooperando com as autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos. Já a GE, empresa em que Daurio ocupava a posição de CEO atualmente, emitiu nota esclarecendo que "não é alvo das investigações" e que as alegações tratam de um "período em que o executivo atuou na liderança de outra empresa".

Por sua vez, a Johnson & Johnson Medical Devices Brasil disse em nota que "segue rigorosamente as leis do país e está colaborando integralmente com as investigações em andamento”. Já as empresas Dräger e Stryker do Brasil ainda não se manifestaram.

FONTE: O GLOBO

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