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Previdência: líder do PMDB diz que já tem 50 assinaturas a favor da reforma

Líder de bancada na Câmara quer posição única do partido

Agência O Globo

O PMDB tentará um fechamento de questão global, envolvendo as bancadas da Câmara e do Senado e do próprio partido nesta semana, a favor da reforma da Previdência. Como estratégia, o líder da bancada na Câmara, Baleia Rossi (SP), irá apresentar à Executiva da legenda as cerca de 50 assinaturas que já recolheu de deputados a favor da medida, para que sirva de incentivo aos senadores e ao próprio PMDB no fechamento de questão.

O líder diz que, apesar de já ter 50 dos 64 deputados defendendo o fechamento de questão, o PMDB já conta com quase 60 votos a favor da reforma da Previdência. Para que a bancada possa apresentar pedido de fechamento de questão à Executiva do partido, seriam necessárias 33 assinaturas. Para o líder, é importante ter uma margem mais ampla para mostrar força e dar o exemplo a outras legendas. Segundo Baleia, alguns deputados justificaram que preferem não apoiar o fechamento de questão, mas assumiram o compromisso de votar a favor da reforma.

"Já tenho mais de 50 assinaturas dos 64 deputados para fechar questão no partido. É importante fechar questão e dar exemplo para outros partidos fecharem. Quero mostrar um resultado muito maior para mostrar que o partido do presidente está comprometido com a reforma. É mostrar força", diz.

Baleia defende ainda que haja punição para aqueles que não seguirem a orientação do PMDB, uma vez que haja fechamento de questão. Segundo o líder, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), irá aguardar o movimento da bancada na Câmara para coordenar uma ação semelhante mais ampla no partido.

"Tem que ter punição. Se for uma decisão de bancadas, existem penalidades para quem não seguir. Vão da suspensão, até a expulsão. Além disto, é simbólico para outros partidos", afirma.

Para o DEM, outro partido da base aliada, o fato de o PMDB fechar questão deve influenciar as demais legendas a tomarem a mesma medida.


"Vamos aguardar a tramitação da reforma trabalhista no Senado e ver como outros partidos na Câmara se posicionam sobre a reforma da Previdência, especialmente o PMDB, para avaliarmos como vamos fazer ", pontua o líder da bancada, Efraim Filho (DEM-PB).

O líder do PSDB, Ricardo Trípoli (SP), diz que o tema ainda não foi discutido e nega que a decisão da bancada possa ser orientada pelo PMDB. Mas, para o deputado, caso sejam feitos ajustes pontuais no texto, a maioria dos tucanos deve apoiar a reforma.

"Não teve discussão de fechamento de questão ainda. Depende de decisão da bancada, por maioria. Há um processo de amadurecimento, para ver se conseguimos alterações no projeto. Vai ser um período de três semanas de muita conversa. O fechamento de questão é uma medida dolorosa, mas se a maioria da bancada me solicitar, vou levar. O PMDB não influencia. O PSDB toma decisão por conta própria, não é baseado em outros partidos. Com algumas mudanças sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para deficientes, fica mais fácil", aponta.

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