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Trump: opções militares contra a Coreia estão prontas para serem acionadas

EUA e Coreia do Sul preparam manobras militares para alertar regime asiático

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que opções militares contra a Coreia do Norte estão prontas para serem ativadas se necessário. O governo americano e a Coreia do Sul preparam manobras militares em grande escala para alertar a Coreia do Norte previstas para o fim de agosto, informaram autoridades militares de ambos os países. Segundo o regime de Kim Jong-un, que indicou que vai desenvolver um plano de ataque à ilha de Guam, território americano no Pacífico, os exercícios são um ensaio para a guerra. Por sua vez, a China, principal parceiro comercial da Coreia do Norte, pediu calma na escalada da tensão entre os países.

"Soluções militares estão totalmente posicionadas, travadas e carregadas, caso a Coreia do Norte aja imprudentemente. Espero que Kim Jong-un ache outro caminho!", escreveu o presidente americano no Twitter, um dia após seu secretário de Defe afirmar que o país está pronto para contra-atacar qualquer ameaça de Pyongyang.

As manobras se realizam todos os anos, mas nesta ocasião ocorrem após Pyongyan afirmar que planeja lançar quatro mísseis Hwasong-12 contra a ilha, sede de bases aérea e naval dos EUA. O ataque, segundo o regime asiático, será concretizado este mês e ainda deve passar pela aprovação de Kim.

As manobras, chamadas de Ulchi-Freedom Guardian, acontecem entre 21 e 31 de agosto e contam com a participação de milhares de soldades americanos e sul-coreanos por terra, mar e ar. Washington e Seul sinalizaram que os exercícios têm natureza defensiva e são cruciais para dissuadir a Coreia do Norte de uma possível agressão.

CHINA NEUTRA

A China, aliada e parceira comercial mais importante da Coreia do Norte, reiterou os pedidos de calma durante a crise atual. Pequim já expressou frustração tanto com os testes nucleares e de mísseis de Pyongyang quanto com o comportamento da Coreia do Sul e dos EUA, como exercícios militares, que acredita elevarem as tensões.

O Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou seu clamor para todas as partes se pronunciarem e agirem cautelosamente e fazerem mais para amenizar a situação, ao invés de seguirem o "velho caminho" das demonstrações de força mútua e elevar a tensão continuamente.

"A situação atual na península coreana é altamente complicada e delicada. Fazemos um apelo a todas as partes relevantes para que sejam prudentes em suas palavras e em suas ações e contribuam mais para aliviar as tensões", declarou o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuang, em um comunicado.

O porta-voz disse ainda que ambos devem se esforçar para "aumentar sua confiança mútua" em vez de "recorrer, alternadamente, a velhas receitas de demonstrações de força e contínua escalada da situação".

Um editorial do influente jornal "Global Times" indica que a China ficará neutra se a Coreia do Norte lançar um ataque que ameace os Estados Unidos. Assim, o país, um importante aliado da Coreia do Norte, sinaliza um possível isolamento do regime de Kim Jong-un.

"A China também deveria deixar claro que, se a Coreia do Norte lançar mísseis que ameacem o solo dos EUA primeiro e os EUA retaliarem, a China permanecerá neutra", disse o Global Times, que é amplamente lido, mas não representa as políticas governamentais, em um editorial. "Se os EUA e a Coreia do Sul realizarem ataques e tentarem depor o regime norte-coreano e mudar o padrão político da Península Coreana, a China os impedirá de fazê-lo", afirmou.

RÚSSIA: RISCO DE ESCALADA 'MUITO ALTO'

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, alertou nesta sexta-feira de que o risco de escalada na crise entre EUA e Coreia do Norte é "muito alto", após a recente troca de ameaças.

"Os riscos são muito elevados, sobretudo, levando-se em conta a retórica usada. Há ameaças diretas de usar a força", declarou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em um encontro com jovens transmitido pela televisão. "É por isso, claro, que estamos muito preocupados", apontou, acrescentando que cabe "ao mais forte e mais inteligente" dar "um passo para se afastar da linha perigosa", em uma clara referência aos EUA.

Agência O Globo


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