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Coronavírus: secretário de Bolsonaro testa positivo e presidente é monitorado

O exame que dirá se o presidente foi ou não infectado sai na sexta-feira. Enquanto isso, Bolsonaro foi orientado a permanecer no Palácio do Alvorada, residência oficial em Brasília

Agência O Globo
- Atualizada em

O presidente Jair Bolsonaro fez exames nesta quinta-feira para identificar se também foi infectado pelo coronavírus. O teste foi uma recomendação médica feita após o secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngaren, ser diagnosticado com a doença.

O exame que dirá se o presidente foi ou não infectado sai na sexta-feira. Enquanto isso, Bolsonaro foi orientado a permanecer no Palácio do Alvorada, residência oficial em Brasília.

O resultado do primeiro teste que Wajngarten fez na quarta-feira no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, confirmou que o secretário de Comunicação da Presidência contraiu a doença. No momento, ele está em isolamento e aguarda a contraprova.

Wajngarten já avisou ao presidente Jair Bolsonaro e a ministros que foi infectado com o novo vírus, depois de integrar a comitiva que esteve nos Estados Unidos, do último sábado até a terça. O governo brasileiro já comunicou o caso às autoridades dos Estados Unidos.

Depois de retornar a Brasília, o secretário de Comunicação foi para São Paulo. No momento, ele está em quarentena domiciliar e só retornará ao seu trabalho quando não houver risco de transmissão da doença.

Mais cedo, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que teria uma reunião com os responsáveis pela saúde de Bolsonaro e a equipe da Presidência da República.

— Com a confirmação do Fábio, medidas vão ser tomadas. Medidas vão ser esclarecidas em reunião que teremos após esta entrevista coletiva — disse.

Bolsonaro cancela viagem

Nesta quinta, Bolsonaro iria para Mossoró (RN), mas cancelou a viagem. Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, o adiamento ocorreu "em função de razões de segurança sanitária", por causa da decretação de pandemia mundial do coronavírus pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo Marinho, a situação obriga a ter "uma maior segurança com a figura do presidente da República e com as pessoas que estão no seu entorno".

Ele também afirmou que Bolsonaro precisará cuidar do que chamou de "problemas" na votação do Orçamento e de vetos analisados pelo Congresso, sem mencionar que um deles foi derrubado pelos parlamentares e provocou um impacto de R$ 20 bilhões.

Nos últimos dias, o presidente minimizou os efeitos do coronavírus e chamou de "pequena crise". Há quatro dias, Wajngarten publicou no seu Instagram uma foto em que aparece ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do vice, Mike Pence.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que também fez parte da comitiva que foi aos EUA, afirmou que irá passar por um exame médico, mas disse que por enquanto não apresenta sintomas da doença.

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